Alcançar marcos financeiros é importante. Nem sempre são visíveis para os outros, nem sempre dão direito a celebrações públicas, mas representam disciplina, consistência e uma visão clara de longo prazo.
Este mês celebro um desses marcos: ultrapassei os 30.000€ em amortizações parciais no meu crédito habitação. Corresponde a cerca de 15% do valor inicial do meu crédito.
Pode não parecer tão entusiasmante como dizer que um investimento duplicou ou que uma ação disparou, mas a verdade é que poucas decisões têm um impacto tão forte e garantido nas nossas finanças como reduzir dívida.
As amortizações parciais não costumam gerar grande entusiasmo. Não há gráficos a subir nem dividendos a cair na conta. O benefício é mais discreto mas extremamente poderoso.
Cada euro amortizado é um euro que deixa de pagar juros durante anos (ou décadas). É um “retorno” invisível, mas real.
Num mundo onde os mercados sobem e descem e onde o futuro das taxas de juro é incerto, amortizar o crédito é uma das poucas formas de “investimento” com retorno praticamente garantido.
Como o meu crédito tem uma taxa de 2.9%, amortizar é equivalente a obter um retorno líquido próximo desse valor sem volatilidade.
Mais importante ainda: é um retorno livre de imposto e sem risco de mercado.
Mais do que números é liberdade futura.
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O peso da prestação no orçamento diminui
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O risco financeiro baixa
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A flexibilidade aumenta
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Aproximo-me, passo a passo, dos meus objetivos
Não significa que amortizar seja sempre a melhor escolha para toda a gente. Há quem prefira investir tudo nos mercados, procurando retornos superiores no longo prazo e essa pode ser uma estratégia perfeitamente válida.
Para mim, o equilíbrio tem sido a chave: investir para crescer, amortizar para proteger.
Normalmente fala-se do efeito bola de neve para ilustrar o crescimento dos investimentos. Mas na dívida acontece algo semelhante — só que em sentido inverso.
Quanto mais cedo amortizamos:
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Menos juros acumulamos
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Mais rápido o capital em dívida diminui
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Maior é o impacto ao longo do tempo
Amortizar exige hábito, disciplina e uma mudança de mentalidade. Deixar de ver a amortização como “dinheiro que desaparece” e passar a ver como dinheiro que compra liberdade futura.
Este marco não significa que o caminho terminou. Ainda há muitos anos pela frente. Mas significa que estou mais perto do objetivo do que ontem.
E isso, por si só, já merece ser celebrado.
Porque, no final do dia, gerir dinheiro não é apenas sobre números é sobre criar uma vida com mais opções, menos stress e maior segurança.
30.000€ amortizados. Menos dívida. Mais liberdade no futuro.
Bons investimentos com Valor!

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